A senhora pode me chamar o Francisco?
O telefone toca e a mulher atende:
– Alô!
– Alô. Eu gostaria de falar com o Francisco.
– Minha senhora, a senhora deve ter se enganado. Aqui não tem nenhum Francisco.
– Então ta certo. Desculpe-me.
Desliga-se o telefone. A mulher vai para a sala continuar seus afazeres. Novamente toca o telefone, e ela retorna para atender:
– Alô.
–Alô, por favor, o Francisco.
–A senhora deve ter se enganado outra vez. Aqui não tem nenhum Francisco.
– Mas foi este número que ele me deu. Chame-o, por favor!
– Já disse que aqui não tem nenhum Francisco!
– A senhora tem certeza? – Dizia a voz insistente no telefone.
– Claro que sim! E por favor, não me amole mais. – Desliga o telefone com raiva.
Novamente toca o telefone e ela sai para atender:
– Alô! O Francisco está? – Era aquela mulher que insistia novamente.
– Eu já disse que aqui não tem nenhum Francisco! – E agora desliga o telefone com mais raiva ainda.
O telefone volta a tocar:
– Alô! Chamar o Francisco aí!
– Olha minha senhora, eu não sei de pra que diabos a senhora está telefonando! Sei apenas que já estou cansada dessa brincadeira. Já lhe disse que aqui não tem nenhum Francisco. – e depois de dizer algumas palavras impróprias a menores de idade para aquela senhora do outro lado da linha, desligava o telefone com muita raiva.
E durante todo o dia o telefone tocara e quando ela atendia alguém procurava pelo Francisco. No final da tarde, eis que novamente o telefone toca e ela sem muita vontade, o atende:
– Alô!
– Alô! Por favor, a dona da casa.
– Pois não, é ela quem fala.
– Aqui é o Francisco. Você poderia me dizer se alguém ligou pra mim?
Aquela frase falou fundo na memória dela. Ah, Francisco! Então é você quem me fez perder a manhã toda para atender seus telefonemas. Você me paga. E começou a falar certas coisas indevidas (aquelas que crianças e moças puras jamais podem ouvir), reclamando por Francisco utilizar seu telefone. Quando terminou de falar ela ouviu a voz do outro lado:
– A senhora já falou? – ela respondeu que sim – então me responda: O Francisco está aí?
Depois do episódio, saiu a dona da residência esbaforida para o canto, procurando o número da empresa telefônica. Telefonou e solicitou um novo número. No prazo de dois dias ela tinha novo telefone e estava livre do inconveniente e desconhecido Francisco.
Alguns dias se passaram, e, numa certa manhã, toca o telefone. Ela vai atender:
– Alô!
– Alô! Por favor, a senhora pode me chamar o Francisco?
– Alô!
– Alô. Eu gostaria de falar com o Francisco.
– Minha senhora, a senhora deve ter se enganado. Aqui não tem nenhum Francisco.
– Então ta certo. Desculpe-me.
Desliga-se o telefone. A mulher vai para a sala continuar seus afazeres. Novamente toca o telefone, e ela retorna para atender:
– Alô.
–Alô, por favor, o Francisco.
–A senhora deve ter se enganado outra vez. Aqui não tem nenhum Francisco.
– Mas foi este número que ele me deu. Chame-o, por favor!
– Já disse que aqui não tem nenhum Francisco!
– A senhora tem certeza? – Dizia a voz insistente no telefone.
– Claro que sim! E por favor, não me amole mais. – Desliga o telefone com raiva.
Novamente toca o telefone e ela sai para atender:
– Alô! O Francisco está? – Era aquela mulher que insistia novamente.
– Eu já disse que aqui não tem nenhum Francisco! – E agora desliga o telefone com mais raiva ainda.
O telefone volta a tocar:
– Alô! Chamar o Francisco aí!
– Olha minha senhora, eu não sei de pra que diabos a senhora está telefonando! Sei apenas que já estou cansada dessa brincadeira. Já lhe disse que aqui não tem nenhum Francisco. – e depois de dizer algumas palavras impróprias a menores de idade para aquela senhora do outro lado da linha, desligava o telefone com muita raiva.
E durante todo o dia o telefone tocara e quando ela atendia alguém procurava pelo Francisco. No final da tarde, eis que novamente o telefone toca e ela sem muita vontade, o atende:
– Alô!
– Alô! Por favor, a dona da casa.
– Pois não, é ela quem fala.
– Aqui é o Francisco. Você poderia me dizer se alguém ligou pra mim?
Aquela frase falou fundo na memória dela. Ah, Francisco! Então é você quem me fez perder a manhã toda para atender seus telefonemas. Você me paga. E começou a falar certas coisas indevidas (aquelas que crianças e moças puras jamais podem ouvir), reclamando por Francisco utilizar seu telefone. Quando terminou de falar ela ouviu a voz do outro lado:
– A senhora já falou? – ela respondeu que sim – então me responda: O Francisco está aí?
Depois do episódio, saiu a dona da residência esbaforida para o canto, procurando o número da empresa telefônica. Telefonou e solicitou um novo número. No prazo de dois dias ela tinha novo telefone e estava livre do inconveniente e desconhecido Francisco.
Alguns dias se passaram, e, numa certa manhã, toca o telefone. Ela vai atender:
– Alô!
– Alô! Por favor, a senhora pode me chamar o Francisco?
