Wednesday, February 28, 2007

Manifesto da revolução desarmada

Vamos sair das nossas casas e nos dirigir até as praças para dar nosso grito de liberdade!
Vamos invocar a memória de nossos mártires para guiar-nos nessa luta.
Lembremos ainda daqueles que inocentemente perderam sua vida na guerra urbana.
Tracemos nossas metas para atingirmos a plenitude da felicidade eterna.
Protejamos nossas crianças, nossos jovens, adultos e idosos, para que consigamos construir um mundo novo.
Cuidemos dos bens naturais, a flora, a fauna e nosso lençol freático, imaginando um futuro de realizações e de tranquilidade para todos.
Deixemos de lado as armas que teimam em produzir o poder de repressão e tristeza, causando a dor a todos os seres humanos.
Cultivemos a bondade e o perdão para que nosso coração esteja sempre pronto a receber as boas novas de todos os lados do mundo.
Façamos uma oração ecumenica, na qual, a religião seja apenas um porto seguro, mas não a causa de disputas e guerras.
Enfim, vamos nos dar as mãos e caminhemos, convidando a paz a fazer morada em nosso meio e transmitir este sentimento a todos que nos cercam.
Façamos a revolução sem armas!
Façamos a revolução da boa vontade!
Façamos a revolução pela PAZ!

Monday, January 01, 2007

Brincar de viver

É ano novo e tudo se Deus quiser vai ser diferente e melhor!
Portanto, fui ouvir uma música das antigas e fiz um momento de reflexão e resovi dividir com vocês!
Feliz 2007 e que a gente se encontre muito por aqui.

Brincar de viver
Guilherme Arantes

Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim,
que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim
à sua imaginação
A arte de sorrir
cada vez que o mundo diz não
Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer
Você verá que é mesmo assim,
que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim
à sua imaginação
E eu desejo amar
todos que eu cruzar pelo meu caminho
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo
Você verá que é mesmo assim,
que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim
à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não.

Saturday, December 23, 2006

Se uma estrela aparecer!

Se uma estrela aparecer
não se esqueça de orar
e pedir ao Pai do céu
pra seu sonho realizar!

Se uma estrela aparecer
e seu coração mandar,
não esqueça de sorrir
cada dia mais!

Se uma estrela aparecer
jamais deixe de olhar
o brilho da luz intensa
que invade o seu lar!

Se uma estrela aparecer
e seu sorriso contagiar
lembre-se que é bom poder
ter sua familia para amar!

Se uma estrela aparecer
numa noite de Natal
não se esquive da sua Luz
que é sempre Divinal!

Se uma estrela aparecer
dentro do seu coração
lembre-se que pode ser
um amigo especial!

Se uma estrela aparecer,
meu coração vais estar
preparado para receber
o brilho do Natal!


Que a paz e a bondade reine em seus corações!
Feliz Natal!
de seu amigo blogueiro.

Sunday, November 05, 2006

Demodê

Pra falar a verdade, eu não sei se é assim que se escreve a palavra, mas eu arrisquei por achar engraçado a utilização dela!
Um professor da faculdade que utilizou este termo e a galera acompanhou. Eu sei que quer dizer ultrapassado, fora de moda e outras coisas mais, porém em pleno ano 2006, século XXI, a galera usando o termo "demodê" é f...
Então voltei às aulas de Literatura Contemporânea, em que a galera estava discutindo tropicalismo e o contexto da época. Quando comentaram sobre o AI 5 e tantos outros atos, e eu totalmente por fora, dissa pra galera: " Pô vocês já têm um tempão aqui na terra hein!" Não é que todo mundo me condenou, dizendo que eles se lembravam vagamente de alguma coisa que ouviram contar lá longe! E depois ainda vieram me dizer que eles são da época do ARENA 1 e ARENA 2. Dá pra acreditar?
Sei não, mas, ter participado do ARENA ainda vai, porém contar que ouviu essa conversa de longe, isso não colou não.
Mas é assim mesmo. A gente vai levando essa vidinha "demodê" e esperando a galera assumir a idade. Ô povo que não se entrega fácil meu Deus.
Ah, e só para não esquecer, esse é em homenagem a Manoel, afinal ele que relembrou do termo "demodê".
Valeu galrea, até a próxima postagem, onde prometo contar mais algo sobre a difícil tarefa de viver junto com a galera "demodê". (rsrsrsrs)

Sunday, October 15, 2006

Haicais

De novo eu escrevi besteiras. Considero haicais. Os mais informados e que exigem formalismos na escrita do haicai que me desculpem, mas isso pra mim é haicai sim!
Choveu?
não, apenas escureceu
e meu coração se arrependeu!
O Homem na porta
Espera pela moça
Que diz querer uma torta.
Quem escreveu?
Estavas com saudades de ti
ou com desejos de vir?
A bela senhora Velha
que quis roubar meu coração
Exibe orgulhosa sua nova canção!

Sunday, September 03, 2006

A senhora pode me chamar o Francisco?

O telefone toca e a mulher atende:
– Alô!
– Alô. Eu gostaria de falar com o Francisco.
– Minha senhora, a senhora deve ter se enganado. Aqui não tem nenhum Francisco.
– Então ta certo. Desculpe-me.
Desliga-se o telefone. A mulher vai para a sala continuar seus afazeres. Novamente toca o telefone, e ela retorna para atender:
– Alô.
–Alô, por favor, o Francisco.
–A senhora deve ter se enganado outra vez. Aqui não tem nenhum Francisco.
– Mas foi este número que ele me deu. Chame-o, por favor!
– Já disse que aqui não tem nenhum Francisco!
– A senhora tem certeza? – Dizia a voz insistente no telefone.
– Claro que sim! E por favor, não me amole mais. – Desliga o telefone com raiva.
Novamente toca o telefone e ela sai para atender:
– Alô! O Francisco está? – Era aquela mulher que insistia novamente.
– Eu já disse que aqui não tem nenhum Francisco! – E agora desliga o telefone com mais raiva ainda.
O telefone volta a tocar:
– Alô! Chamar o Francisco aí!
– Olha minha senhora, eu não sei de pra que diabos a senhora está telefonando! Sei apenas que já estou cansada dessa brincadeira. Já lhe disse que aqui não tem nenhum Francisco. – e depois de dizer algumas palavras impróprias a menores de idade para aquela senhora do outro lado da linha, desligava o telefone com muita raiva.
E durante todo o dia o telefone tocara e quando ela atendia alguém procurava pelo Francisco. No final da tarde, eis que novamente o telefone toca e ela sem muita vontade, o atende:
– Alô!
– Alô! Por favor, a dona da casa.
– Pois não, é ela quem fala.
– Aqui é o Francisco. Você poderia me dizer se alguém ligou pra mim?
Aquela frase falou fundo na memória dela. Ah, Francisco! Então é você quem me fez perder a manhã toda para atender seus telefonemas. Você me paga. E começou a falar certas coisas indevidas (aquelas que crianças e moças puras jamais podem ouvir), reclamando por Francisco utilizar seu telefone. Quando terminou de falar ela ouviu a voz do outro lado:
– A senhora já falou? – ela respondeu que sim – então me responda: O Francisco está aí?
Depois do episódio, saiu a dona da residência esbaforida para o canto, procurando o número da empresa telefônica. Telefonou e solicitou um novo número. No prazo de dois dias ela tinha novo telefone e estava livre do inconveniente e desconhecido Francisco.
Alguns dias se passaram, e, numa certa manhã, toca o telefone. Ela vai atender:
– Alô!
– Alô! Por favor, a senhora pode me chamar o Francisco?

Friday, July 21, 2006

Lágrimas

"Chorando, chorando sairão espalhando as sementes;
Cantando, cantando voltarão trazendo seus feixes."
(livro dos Slamos)


Hoje penso nas lágrimas que derramei. Talvez elas não serviram para nada, ou ainda, foram gastas à toa. Podem ter sido egoístas, mesquinhas, ou podem ter sido em vão.
Enfim, eu derramei lágrimas de amargura e tristeza. De saudade e solidão. de alegria e reconhecimento. Não sei. Só consigo dizer, que hoje eu chorei. As lágrimas começaram a brotar dos olhos, como rios que precisavam desaguar para seguir seu curso.
As lágrimas que foram derramadas, serviram para mostrar-me o quão pequeno sou e o quanto necessito aprender a ser mais eu, deixar-me aproveitar e ser levado de vez em quando pela minha emoção que às veze tento sufocar.
As lágrimas que derramei, serviram para mostrar-me que é necessário semear e nunca deixar de lado a árdua tarefa de espalhar essas sementes por tdos os solos e cultivá-las, a fim de desprender-me do egoísmo que me assola e me faz sedentário e acomodado.
As lágrimas que derramei, fecundam a terra que precisa ser inundada e me trará de volta as sementes germinadas. Essas sementes morrerão, e com as lágrimas derramadas fecundando a terra, renascerão, se transforamando no mais belo fruto que haverá na terra.
E sei que assim, chorando, saio a espalhar as sementes que um dia, voltarei trazendo seus frutos, cantando com a mais forte alegria que existirá em mim.